Como as boates de strip nos EUA se viraram na quarentena?

Como as boates de strip-tease nos EUA estão se virando com o isolamento social

É, os pequenos empreendimentos estão sofrendo bastante no mundo inteiro com as medidas de isolamento social. Em especial, as boates de strip se encontraram numa situação bem complicada e precisaram se virar para superar a crise. Sem a possibilidade de conseguir empréstimos do governo e sem poder abrir, o negócio foi usar o jogo de cintura para sobreviver.

Ninguém falou que tá fácil, mas se tem um ambiente que esbanja criatividade para continuar atraindo a galera é o da putaria. O strip-tease continuou rolando, de um jeito ou de outro.

Sendo assim, vem ver aqui com a gente no Papo18 como os clubes de strip americanos fizeram para se virar ao longo da quarentena e podem inspirar as casas temáticas aqui pelo BR.

The Lucky Devil e o drive-thru

Nem o coronavírus pode parar a ousadia. Pelo menos, foi o que demonstrou o The Lucky Devil, que funciona em Portland (Oregon, EUA). Com a suspensão de atividades de ambientes fechados, o jeito foi criar uma outra forma de continuar funcionando. Foi assim que eles armaram a barraca (com trocadilhos) para criar um túnel de carros com um drive-thru de gatas fazendo strip. 

O passeio erótico deu muito certo, com filas para ver as belas tirando a roupa por ali. Como o distanciamento de dois metros é necessário, um balde é colocado entre o carro e a dançarina para que os espectadores depositem as gorjetas.

Minx Gentleman’s Club e o lava-jato

Outra alternativa criativa foi a do Minx Gentleman’s Club, de Virginia Beach (Virginia, EUA). Para respeitar o isolamento, mas seguir com os trabalhos, eles aprontaram um evento diferenciado. O estabelecimento chamou os clientes para um lava-jato sensual, com as dançarinas desfilando de biquíni a céu aberto.

Dançando sobre tablados atrás de barreiras ao redor do trajeto dos carros, elas faziam todos os movimentos clássicos ao som do que era tocado pelo DJ. Mas tudo isso sem ter nenhum contato direto com os motoristas. Claro que, na saudade de ver uma gata rebolando seminua, a iniciativa foi um sucesso.

Abrindo tudo no Utah

Já no início de maio, diversos estados nos EUA começaram a decretar o final do isolamento social. Um deles foi Utah e uma matéria na Vice mostra bem como boates da região em torno da capital Salt Lake City funcionaram após a reabertura*.

Com medidas estritas de proteção ao coronavírus, uma coisa o Trail’s Gentlemen’s Club e o The Bears Den tiveram em comum: o público foi bem maior. Afinal, tava todo mundo na sede de ver as gatas. Por outro lado, as dançarinas contaram que as gorjetas caíram em torno de 60%, muito por conta da proibição do lap dance. Veja como era o ambiente nas duas casas:

Trail’s Gentlemen’s Club

Já na entrada da boate que fica bem no meio de Salt Lake City já dá para sentir a diferença do novo normal. Em vez de uma fila, pequenos grupos estavam separados por cercas 2 metros de distância. Além disso, a casa, que já exigia um dress code, pediu outra peça obrigatória a seus clientes: máscara. O segurança pegava nome e telefone de todos os clientes na porta (para alertar em caso de surto), além de fazer medição de temperatura.

Lá dentro, 4 regras imperam: 

  1. Ficar a 1,80 metro das dançarinas, funcionários e outros clientes.
  2. As pessoas precisam usar a máscara o tempo todo, exceto quando estiverem bebendo.
  3. Não se aproximar mais que 1,80 metro do palco a não ser para colocar dinheiro na beirada.
  4. Depois de colocar o dinheiro na beira do palco, voltar imediatamente para sua mesa.

Lá dentro a preocupação com a higiene para evitar a contaminação é ainda maior. Ao final de cada apresentação, uma funcionária da boate juntava as notas colocadas no palco com um rodo, enquanto outra vem em seguida para esterilizar o palco e preparar a área de dança para a próxima garota. Nos bastidores, um funcionário de luvas conta as gorjetas para repassar o valor referente para a stripper. Tudo bem diferente. 

The Bears Den

A 16 km de Salt Lake City, existe o Bears Den numa pegada bem mais rústica. Único estabelecimento aberto na cidade de Magna, que além de passar por coronavírus ainda teve uma série de terremotos entre março e abril, ele funciona diferente dos últimos dois. Com um público composto principalmente pelos mineradores da região, o ambiente é bem diferente dos outros dois. Nada de LEDs, luzes piscantes ou DJ estilo Las Vegas no Den. 

O negócio é roots, então é um bar todo trabalhado na madeira e tem TVs passando esportes por todos os lados, além do palco com a dançarina e o pole. Para demonstrar a diferença nas regras da reabertura, basta dizer que as strippers ainda usam máscara e não podem tocar no dinheiro.

*Você pode conferir a matéria completa aqui.

No Brasil também: Amoerecana e a live

Cada município e cada estado no Brasil está aderindo às medidas de isolamento com seu próprio rigor. A princípio, muitas casas continuam fechadas. Mas o jeitinho brasileiro tá aí e a criatividade faz com que uma ou outra boate consiga lidar com a situação.

Um destaque vai para a ação do Amorecana Drinks, de Uberlândia (MG), que aproveitou a onda de lives e fez a própria transmissão via YouTube. Indo no limite do que a plataforma permitia para o ao vivo, a boate conseguiu esbanjar sensualidade e alcançar quase 1 milhão de visualizações. Pena que o vídeo não pode ficar disponível para depois. Quem viu, viu!

Tá com saudade de ir numa boate para ver as gatas tirando a roupa? Então vem pros comentários e conta como você acha que vai ser a sua próxima vez em um strip-club.

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