Homens japoneses encontram o amor nos braços de sex dolls

Você já se perguntou como é a vida de uma boneca de silicone destas?

boneca sexual

É muito provável que não. Mesmo assim, vale conferir o que os japoneses fazem com essas companheiras inanimadas.

Para quem está pensando em bonecas infláveis como as equivalentes mais próximas, há uma boa diferença entre elas. As sex dolls são réplicas tão próximas quanto o possível de mulheres. Feitas de silicone, elas têm o rosto e o corpo modelados com material parecido com a pele e cabelos realísticos (ou até de verdade, mesmo).

No Japão, em especial, elas são um sucesso estrondoso. São vendidas mais de 2 mil bonecas do tipo por ano. E não pense que as vendas são tão enormes porque por lá elas são encontradas por um preço mais acessível. O custo de uma delas fica em torno de 700 mil ienes (¥700,000.00). Algo que por aqui daria algo em torno de R$19.500,00.

O porquê deste fenômeno no Japão

Diversos podem ser os motivos que levam a Terra do Sol Nascente ser lar de milhares destas bonecas sensuais. Entre eles, está a estatística. Ou melhor, especificamente uma estatística — que pode ser vista como um tanto alarmante.

A enorme venda das bonecas de silicone não deveria ser uma surpresa tão grande em um país no qual as pessoas mais jovens não estão fazendo sexo. Quase um terço das pessoas, por lá, chegam aos 30 anos sem qualquer experiência sexual. Além disso, 64% das pessoas no Japão que estão entre os 18 e os 34 anos são solteiras.

Mas, vale adendo de que o público consumidor das sex dolls não é estritamente masculino. Elas são populares, também, entre viúvas e pessoas portadoras de algum tipo de incapacidade ou deficiência, além dos próprios homens que tem medo de terem o coração partido.

Conheça Mayu e Saori

Essas duas moças inanimadas são as companheiras de Masayuki Ozaki e Senji Nakajima, respectivamente. Ambas são moradoras do Japão, uma na província de Chiba e outra na de Yamanashi, e têm hobbies em comum, como: passar seu tempo fazendo piquenique à sombra de cerejeiras, aprenderem a surfar, além de, claro, fazerem companhia na cama para seus donos.

Masayuki é fisioterapeuta e diz que recorreu à companhia de Mayu após sua esposa ter dado à luz. Desde o ocorrido, o casal não fazia mais sexo. Algo que fez o homem de quarenta e cinco anos ter “um profundo sentimento de solidão”, segundo suas próprias palavras.

Para reacender esse espaço, ele adquiriu Mayu. A boneca vive na casa dele, junto com sua esposa e sua filha. Mesmo que sua mulher (humana) se sinta enciumada pela boneca — algo perfeitamente compreensível —, ele diz que foi “amor à primeira vista” desde que a viu em uma exposição.

O fisioterapeuta leva seu novo par romântico para passear em uma cadeira de rodas, cuida de suas perucas e a veste com roupas especiais (e muitas vezes sensuais). Hoje, sua filha até divide as roupas com a boneca.

In this picture taken on May 9, 2017, physiotherapist Masayuki Ozaki stands with his silicone sex doll Mayu outside his apartment in Tokyo. Around 2,000 of the life-like dolls — which cost around 6,000 USD and come with adjustable fingers, removable head and life-like genitals — are sold each year in Japan, according to industry insiders. / AFP PHOTO / Behrouz MEHRI / TO GO WITH Japan-social-lifestyle,FEATURE by Alastair HIMMERBEHROUZ MEHRI/AFP/Getty Images

Já Senji, um senhor de 62 anos, diz que não largaria sua Saori por nada. Afinal, ela nunca o trairia. Ao contrário das mulheres reais, que “são sem coração”, segundo ele.

“Seres humanos demandam muito de nós. As pessoas sempre querem algo de você, como dinheiro ou compromisso” é o que o homem diz sobre os relacionamentos com gente viva.

Mas quando se trata de sua sex doll, é diferente: “meu coração palpita quando volto para casa e encontro Saori”.

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