Roger Waters: o homem por trás da polêmica

Em pleno 2018, estrela do rock teve um show no Brasil que fez história

roger waters

Roger Waters incendiou o Brasil. Bastou um show da turnê do veterano roqueiro para chamar a atenção do país inteiro. Em pleno período eleitoral, o inglês não se fez de rogado, bancou o que canta e fez um protesto que repercutiu bastante. Para uns pegou mal, para outros pegou bem.

Mas existe muito mais sobre o homem do que as notícias mais recentes. Roger é uma lenda do rock’n roll, com décadas de estrada e muita história para contar. Se você quer conhecer mais sobre o sr. Waters, temos tudo o que queria saber.

O sucesso com o Pink Floyd

Roger Waters pink e floyd

É impossível falar de Roger Waters sem falar de Pink Floyd. Ele é um dos membros fundadores da maior banda de rock progressivo de todos os tempos. Sua participação no projeto foi capital para que a banda tomasse as proporções que ganhou. Waters foi o responsável pelos conceitos dos álbuns The Dark Side of the Moon, Wish You Were Here e The Wall.

Filhona

Roger Waters filha
Reprodução: Internet

Muita gente não sabe, mas Roger é responsável por uma das maiores realizações do mundo do rock and roll. Ele está no hall da fama de filhas gostosas de roqueiros. Sua filha, India Waters, foi uma supermodelo na Grã-Bretanha nas décadas de 1990 e 2000. Atualmente, a gata é uma MILF de respeito e ainda deixa muita gente babando. Com uma filha dessas, quem não gostaria de ser genro do astro do rock?

Muitos milhões na conta

Roger Waters
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A fortuna do sr. Waters é de deixar qualquer pessoa com inveja. A vida de estrela do rock durante todo o auge de sucesso do estilo musical podia ser algo bem lucrativo. O homem vale um total estimado em 270 milhões de dólares (R$ 1 bilhão, aproximadamente) o que o torna um dos 10 baixistas mais ricos do mundo.

Boa parte de toda essa grana é por dois motivos: ele é o autor de uma grande fatia das músicas do Pink Floyd, recebendo os royalties por isso; e ele não para de fazer shows. Mesmo com seus mais de 70 anos, o veterano não para de fazer turnês pela Inglaterra, pelos Estados Unidos e pelo resto do planeta afora.

Tretas internas

Roger Waters
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Nem tudo eram flores no Pink Floyd, não é à toa que a banda acabou e Roger Waters sai fazendo shows solos por aí. Roger podia ser o principal letrista, mas David Gilmour — o frontman da banda após a saída de Syd Barrett — era o responsável pelas melodias. As diferenças criativas dos dois eram enormes e as brigas não pararam até a saída de Waters em 1986.

Roger, por exemplo, já declarou que mesmo recebendo um milhão de libras esterlinas, nunca tocaria a música Another Heart Mother. Ele não conseguiria aguentar a vergonha de tocar uma melodia tão ruim, segundo o baixista. A treta é tanta que, em 1985, após deixar a banda, ele entrou com uma ação na justiça contra Gilmour e Mason para que eles parassem de tocar sob o nome Pink Floyd.

Pacifismo e filantropia

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Antes mesmo de começar sua prodigiosa carreira musical, Roger já havia começado sua luta pelo pacifismo. Em plena Guerra Fria, na década 1960, ele foi o diretor do Cambridge Youth Campaign for Nuclear Disarmament (Campanha Jovem de Cambridge para Desarmamento Nuclear), com apenas 15 anos.

Conforme o dinheiro foi entrando, este lado de Waters foi apenas se expandindo. Além de pacifista, ele se transformou realmente em um filantropo. Ele apoia mais de dez instituições de caridade diferentes, a Anistia Internacional, a Crisis e a Human Rights Watch são algumas delas.

Curiosidades

Roger Waters trump
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Ainda no colégio, Roger não era o típico adolescente de banda. O rapaz era um dos melhores esportistas de seu colégio, se destacando no críquete e no rúgbi. Não poderia ser mais inglês do que isso.

Outra coisa a se saber sobre Waters é que ele fala o que quer e não tem medo de mostrar suas opiniões. Desde que Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos, o roqueiro aproveita toda e qualquer brecha para criticar o governo do americano, por exemplo.

A polêmica do #elenão

Você pode concordar ou discordar da opinião de Roger Waters. Essa é a tal da liberdade de expressão. A única coisa é que o fato dele expressar sua visão sobre o cenário brasileiro atual não surpreende nem um pouco. O Pink Floyd sempre teve um viés político bem forte e suas músicas estão repletas das crenças de seus integrantes.

Inclusive, Another In The Wall — a música mais famosa e exatamente o momento no qual ele protestou no show em São Paulo — fala “I don’t need no arms around me” (“eu não preciso de braços/armas em volta de mim”). Algo que vai de frente com a campanha do candidato Bolsonaro, que é a favor do porte de armas. Este é um dos trechos em que o conflito de ideias entre os dois fica mais claro.

O grande problema foi o seguinte: boa parte do público presente parecia estar desavisada sobre o artista que foram assistir e, por conta disso, vaiou bastante a manifestação.

Filho de um herói de guerra

Roger Waters pais
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Quando Roger era apenas um bebê de cinco meses, seu pai, Eric Fletcher Waters, foi convocado para servir como tenente na Segunda Guerra Mundial. Após a brutal Batalha de Anzio, na Itália de Benito Mussolini, o tenente Waters foi dado como presumidamente morto, pois seu corpo jamais foi encontrado.

O acontecimento deixou marcas profundas em Roger, um homem que cresceu sem o pai por culpa de um regime autoritário. Em sua visão, é bem claro que ao eleger Bolsonaro, o Brasil estaria caminhando para se tornar um Estado fascista, tal qual o que matou seu pai.

Você curte o som do cara ou depois de toda essa polêmica, desistiu dele?

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